Capítulo II - A esfera de Shonorika

           Após a comemoração, os integrantes do esquadrão “Focas Ponderadas” resolvem descansar por apenas duzentos anos. Ao acordarem, Róctus os reúne para informar sobre a nova missão, encontrar um artefato raro e poderoso, capaz de ressuscitar os mortos e curar quem está ferido, conhecido como “Esfera de Shonorika”. Ao buscar informações, descobrem que a esfera de Shonorika está na Caverna de Gogobonga, um local enorme, cheio de mistérios e armadilhas, terão que ter muita sorte e habilidade para sobreviver a essa incrível jornada.

A caminho da caverna, encontram uma menina com cara de louca, logo percebem que é Richta, irmã de Voyner, onde nesse momento é recrutada para o time. O único problema é a lerdeza da nova integrante, que é muito esquecida e sem habilidade nenhuma, talvez ela seja apenas um fardo para carregarem. 

Um novo inimigo aparece, a égua com síndrome de aspargos, que possui apenas cem metros de comprimento. A égua é muito violenta, pula para todos os lados, semelhante a um siriri do brejo, acertando todos a sua volta. O time decide iniciar os ataques, começam cortando suas pernas, assim, tornando-a tetraplégica. Em um segundo ataque, Homings fura seus olhos e utiliza a magia “Mantro Abominante”, onde toma conta da vítima e consegue persuadi-la. O time solicita que a égua repita a seguinte frase: “Eu gosto de comer mandioca”, e, de maneira muito educada, a égua repete. O time poupa sua vida, com a promessa de que utilizarão a esfera de Shonorika para curá-la, caso encontrem.

Seguindo a jornada, o time enfrenta várias feras abominantes e chegam até Cochinlódia de Arabatan, um lugar totalmente desabitado, mas com muitas riquezas. Após coletar diamante e ouro, vão até a Caverna da Lambisgóia, que fica um pouco antes da Caverna de Gogobonga. Na entrada deparam-se com a Funi, onde, após ser espancada, diz ajuda-los novamente a chegar ao destino.

A lagartixa tenta roubar um pouco do ouro que está na mochila de Homings, que rapidamente corta o seu rabo com a espada. Ela grita igual um cisne engasgado com batata doce, pede desculpas, diz que só queria ver o artefato brilhante da mochila, e solicita a cura através da esfera de Shonorika.

Em um corredor da caverna, encontram várias lambisgóias com cara de ariranha da Patagônia. Sarin utiliza o ataque Risada do Pato que Quebrou a Perna Quando foi Pular o Muro, e mata todas as lambisgóias, deixando todos boquiabertos. 

Em uma nova sala, encontram uma armadura encantada, conhecida como “Pirambeira Dominicana”, que só pode ser usada por heróis experientes e habilidosos.  Como todos do time são uns trouxas, ninguém pode usar, porém a guardam para posterior utilização, se possível. Avançando por um caminho secreto que a Funi conhecia, Róctus avista um lambari do rio Tiête logo à frente, apreensivos e em modo furtivo, vão de encontro ao inimigo, que mais assemelha-se a um porco esfaqueado. Homings lança a magia Tripa de Avestruz com Cheiro de Rã, derrubando o lambari, Richta, com toda sua lerdeza, joga seu frasco de acetona no peixe e ele morre, isso é bem estranho, mas depois eles descobrem que o simpático lambari tinha alergia a este tipo de produto e morreu brutalmente assassinado.

O time Focas Ponderadas resolve descansar por apenas um mês. Após comerem os restos mortais do lambari, continuam prosseguindo até a Caverna de Gogobonga. Ao chegar, encontram três entradas distintas. Resolvem prosseguir pelo caminho do meio, uma má escolha, pois Homings pisa em uma armadilha e sua perna é triturada por um leão com rabo de gato, Róctus rapidamente o resgata e todos correm, acabam por se perder e ficam na escuridão suprema da Caverna de Gogobonga. Ao encostar em uma parede, Voyner avista uma luz no fundo do labirinto e segue em sua direção. A luz é na verdade a esplêndida esfera de Shonorika, protegida por seu guardião, o Linguiçóide Ashkolono.

A luta é inevitável, pois o guardião já partiu ao ataque sem ao menos uma conversa. Franki consegue desviar e o distrai, enquanto Frontier usa o seu golpe Cachorro Fugindo do Mato, deixando Linguiçóide sem um dedo. Enquanto ele agoniza de dor, Róctus ataca-o com o golpe do pica-pau retardado, deixando-o inconsciente por alguns segundos. Nesse pequeno tempo, Sarin utiliza o feitiço Bebezão com Cara de Rato Sem Pele, Linguiçóide quase morre, mas consegue lançar seu martelo na direção de Voyner, que acaba morrendo com o impacto na cabeça. Homings fica enfurecido e resolve ataca-lo mesmo sem uma das pernas, usando o feitiço Arroto do Elefante com Flatulência, acabando de vez com o Linguiçóide.

Com um clima triste pairando sobre o ambiente, o choro toma conta, porém lembram-se que a solução está bem perto, a esfera de Shonorika, ela tem o poder da ressurreição. Iniciam o ritual com duas gotas de sangue e um pelo de cavalo, trazendo Voyner de volta a vida. Iniciam outro ritual para restaurar a perna de Homings, utilizando penas de ganso e lágrimas de ovelha. No caminho de volta a cidade, encontram a égua com síndrome de aspargos e também a Funi, realizando um novo ritual para as curarem.

No caminho, resolvem parar na cidade “Paz da Luz que Vem da Vida de Todos”, conhecida por suas belas águas quentes e naturais. A comemoração é realizada no bar da Cotia Apaziguada, com um bom drink entre amigos, para esquecer um pouco o estresse que essa jornada vem trazendo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Capítulo I - O retorno de Nabreu Róctusio